hoje é sábado. fim do dia. a noite vem aí. tenho que preparar tudo. as coisas devem estar postas em seus devidos lugares. a porta bem fechada e a janela também. a cortina...tenho que cobrir a janela, rápido. todas as janelas e a porta da cozinha também. não vai dar para assistir a televisão. é melhor desligá-la. caralho!! não adianta chamar a polícia, ela vem, olha e não acha nada, vai embora.
começou. vão chegando aos poucos em bandos ou em duplas. é uma massa uniforme. parecem filhos de uma mesma mãe, todos paridos por uma mesma ejaculação, nascidos de uma só vez, todos ao mesmo tempo, como uma grande cagada. consomem o mesmo tipo de comida e bebida. arrotam, urinam e trepam ali mesmo. divertem-se com tudo isso. o barulho é ensurdecedor e sei que durará a noite toda, a madrugada inteira. hoje está pior do que antes. homens não perdem a chance de exercitar a virilidade passada de geração em geração desde os tempos mais primitivos. as mulheres orientadas à domesticação, demonstram o que acham ser sensualidade em um espectáculos dantescos de danças coreografadas.
quando o sol amanhece o que se vê é lixo e escremento. as únicas coisas que estas criaturas produzem.
enquanto não compro uma arma de fogo de longa distância, vou ter que continuar ouvindo pagode, brega e axé.
Vou ficar acompanhando visse doido?
ResponderExcluirJr.